Eu tive medo. E ainda tenho.
De me perder de mim
De ser pequenininho
De errar o caminho
De me faltar ar
e não saber voltar.
Eu tive medo. E ainda tenho.
Medo do depois
Do que vão dizer
De como vão me receber
De como vão me entender
Do que vão pensar
De como vão me julgar
Me olhar
Me amar.
Eu tive medo. Ainda tenho na verdade.
Mas meu maior medo mesmo é não viver.
Olhar para trás e me arrepender.
Tenho medo de ser covarde
Medo de não ir à luta,
De deixar molhar a roupa já enxuta.
Tenho medo de não ser gentil
De mim deixar ir o infantil, o pueril.
Meu maior medo mesmo é
Não viver esse amor
Não estar ao seu lado
Não experimentar seu calor
Não lhe fazer se sentir amado
Me limitar por dor.
Eu tive medo. E ainda tenho.
Mas meu maior medo mesmo é não amar.
E não descobrir, como tenho aprendido com ele,
quão revolucionário é o amor.



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