Cada encontro nosso parece um evento, uma celebração, um brinde pela vida. Por mim, eu moraria ali, para o resto da vida. Nos nossos assuntos infindáveis, nas nossas risadas infantis, nas brincadeiras insistentes. Com ele, posso ser quem eu sou de verdade e isso torna tudo tão mais leve, tão mais fluido, tão mais gostoso. Sinto como se eu me preparasse a vida inteira para viver o que vivo agora, com ele, entregue, inteira, solta.
Quando chegada a hora da despedida, a gente não quer ir, a gente não quer se largar, se afastar, dizer tchau. E por isso, a gente enrola… e vamos nos deixando ali, como se fôssemos donos do tempo, como se as obrigações não nos esperasse, como se a vida fosse só festa e celebração. E confesso que gosto disso, de não corresponder as expectativas do trabalho, de chegar no final da manhã, de inventar desculpas para os meus atrasos, de me permitir ser um pouco irresponsável. Porque estar com ele é assim, me sentir adolescente, me sentir viva, sentir que a vida vale a pena.
Entre um encontro e outro, ele segue presente. Nas mensagens que trocamos o dia todo (de novo, como dois adolescentes), nas chamadas de vídeo ou voz, nas fotos que compartilhamos, nos áudios provocativos. Enquanto isso, a saudade aumenta. A vontade de estar perto vai ficando insuportável. O desejo de mais momentos juntos cresce. Fantasiamos nossos próximos encontros, como será, o que faremos, como faremos.
Com ele por perto, a vida fica tão mais interessante. Tudo faz mais sentido. Nas nossas trocas e convívio, me sinto crescer, me agigantar. Gosto de me ver assim. Com ele junto, tudo se expande, o meu olhar alcança paisagens mais longínquas, percebo possíveis todos os meus sonhos, sinto fácil realizar tudo o que almejo. Ele me encoraja. Ele acredita em mim. Ele me apoia. E isso é tão lindo. Ele é lindo. Estar com ele é tão lindo.
Ele me fez descobrir o amor verdadeiro. Ele me faz ser inteira, assumir para mim e para o mundo quem eu sou de verdade, sem medo ou receio. Estar com ele é isso: celebrar o inaudito, o comum e o incomum, a beleza do simples, a grandeza do agora, os prazeres comuns, as delícias do imprevisível, fazer descobertas de mim, dele, do mundo. Com ele, não é preciso me conter, me diminuir para caber, me esconder. Ao contrário, com ele, finalmente, posso ser muito, grande, imensa, sobrar e transbordar.


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