sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Volto para o que é meu


Hoje volto para o que é meu. Volto para minha família, volto para aqueles que me querem bem e que me desejam como a uma irmã.

Saí, aprendi, reconheci e voltei. Como me fizeram falta, como sonhei em reencontrá-los brevemente e aqui estou novamente louca por um abraço amigo. Com as mesmas lágrimas nos olhos triste por os haver deixado retorno feliz pelo reencontro.

Como um filho pródigo, retorno para o seio da minha família. Família que amo e que agora nesse difícil momento me acolhe novamente como uma mãe acolhe a um filho. Obrigada, meu Deus, pelo crescimento, pela maturidade, pelo aprendizado e pela oportunidade. Pela oportunidade de saída e de retorno. Pela oportunidade de saber que estes sim são sinceros, estes sim são amigos, estes sim me querem de verdade.

E não apenas com as mesmas lágrimas da saída, volto também com um sorriso de felicidade e gratidão e com os braços na maior largura que meu corpo me permite estar, sedenta por aqueles abraços que me fizeram tanta falta todo esse tempo.
                                                 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Meu castelo de areia


Ultimamente temos estado nos lugares errados, nos momentos errados. Falamos o que não deveríamos falar, nos olhamos da forma como não deveria acontecer. Nos ausentamos nos instantes em que deveríamos estar mais presentes e já não sentimos como antes aquele desejo e aquela saudade incontroláveis.


Cadê aquele amor platônico sempre anunciado? E os lábios sedentos de desejo procurando pelos meus? Onde estão aquelas juras de amor eterno? E aquele homem que prometia me amar eternamente e afirmar haver encontrado a mulher da sua vida?


O que aconteceu com os perfeitos finais de semana? Onde foi parar aquela vontade incontrolável de nos vermos? Por que se esconde aquela saudade insistente um minuto depois de nos havermos encontrado? E o ciúmes que nunca vem? Por que razão bate essa tristeza toda vez que nos vemos? Por que essa dúvida, de onde vem esse medo, por que razão essa insegurança?


Se antes tinha certeza, já agora não sei de nada mais. Se antes o queria com tamanha intensidade, agora tenho dúvidas. Essa sensação e esse sentimento destruíram todo o meu castelo de areia construído até agora. Não tenho para onde correr, não sei o que fazer, nem quem procurar. Tudo o que consigo ver em meio a tanta fumaça e escuridão é que meu castelo não se encontra mais de pé.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Descobri que o amo


E foi dessa forma que aprendi a amá-lo. A cada dia, a cada encontro, a cada telefonema, a cada sussurro... Nas trocas de mensagens, nas letras das canções menos conhecidas, no brilho do olhar, no sorriso infantil...

E foi dessa forma que fui me rendendo. No pensamento constante, na espera pelo próximo final de semana, pela próxima declaração, no próximo coraçãozinho tolo que me fazia derreter o meu coração, nos abraços, nos beijos, nas tentativas...

E foi dessa forma que descobri que o quero. Nas lágrimas que derramava a cada desentendimento, na tristeza profunda por não tê-lo comigo nos dias de semana, na expectativa de revê-lo nas noites de sábado, na tristeza por ter que dividi-lo a cada show e na alegria por possuí-lo em cada encontro.
E foi dessa forma que aprendi a amá-lo. Paulatinamente, de um jeitinho mineiro, como quem chega tímido e vai ocupando um espaço cada vez maior, da forma como não se espera, de um jeito como não se imagina.

E foi dessa forma que quando dei por mim já não me cabia de tanto desejo, já não me imaginava mais sem seus beijos, sem seus carinhos, sem suas declarações constantes, já não me percebia uma, mas duas: eu e ele. Meus planos já lhe pertenciam, meu futuro já não era só meu e nem eu era eu mesma mais, mas um pedacinho dele também.
E apesar de tudo isso acontecer sem que eu mesma pudesse perceber, foi dessa forma simples e única que descobri que o amo.



domingo, 10 de julho de 2011

Mudança


Estou sentindo, está mudando...
Sei que sou capaz
Sei que valho mais
Posso conseguir

Posso? É... posso.
Vai demorar
Tenho que esperar
Eu quero. Eu espero.

Arrisco, tento, intento
Medo? Supero
Ferida? Cicatriza
Os outros? Nem os conheço

Caminho a passos lentos
Em frente, sempre em frente
E de repente... um câmbio
E continuo, mais um passo
E outro, mais um, outro...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

É você


É... não me imaginava te querer com tanta intensidade em tão pouco tempo. Sua agradável insistência quebrantou meu gélido coração e me fez querer, e me fez sonhar, e me fez gostar.

Me desculpe por só agora me permitir e te fazer esperar  todo esse tempo. Tudo isso foi necessário, nos fez bem, amadurecemos, crescemos e cresceu também a vontade do querer.

Obrigada por nunca desistir. Hoje percebo que é você quem eu quero, hoje vejo que tinha razão. Hoje sinto: é você!


sábado, 18 de junho de 2011

Coleciono amores


Coleciono amores
Amores “perros”, amores “missing”, amores “le chevalier”

Coleciono amores
Alguns trágicos, alguns dramáticos, alguns simpáticos
Mas todos sem final
E por isso me pergunto se realmente existiram
Ou se algum dia sequer começaram

Coleciono amores
Amores mentirosos, amores idealizados, amores irreais

Coleciono amores
que me fizeram mal
que me deixaram marcas
que me levaram a inocência
que me fizeram crescer
que me arrancaram lágrimas
Ou me fizeram sofrer

Coleciono amores
Amores do passado, amores internacionais, amores sem futuro, amores á distância

Coleciono amores
Felizes, infelizes, alegres, tristes, de sucesso, falidos
Reais, iludidos, idealizados, econômicos, avassaladores
E a cada dia preencho meu álbum
Com tudo aquilo que não preenche meu coração.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Amor negligente


Apenas dizer que ama não é o suficiente. É preciso amar com a alma e o coração, com toda a força e a fraqueza, amar com todo amor e com todo ódio, com a surpresa e o previsível. É preciso dizer, gritar, sussurrar, mas ao mesmo tempo silenciar.

É preciso se desculpar, mas também saber perdoar. Errar e compreender que também se erra. É preciso ser acolhido e acolher, ouvir e ser ouvido, doar sem cobranças, se entregar sem medo, arriscar, insistir, ir além... além das barreiras, além das diferenças, além dos defeitos, dos equívocos, dos pressupostos.

É preciso valer a pena, abrir mão, deixar acontecer, fazer acontecer. Amor negligente não é amor. Amor só de palavras não é amor. Amor de ilusões não é amor. Amor de verdade acolhe, recolhe, procura, preocupa, cuida, protege, leva para casa...

Não quero um amor negligente, não quero um amor de ocasião, não quero um amor qualquer. Se for amor, que seja sublime, divino, transcedental, mas ao mesmo tempo real, vivo, humano. Que me leve ao céu e que me traga à Terra, que me faça voar sem precisar retirar os pés do chão, que me traga a beleza do inimaginável com o que há de mais corriqueiro e trivial, que me faça a pessoa mais feliz do mundo com tudo o que já tenho, mas que nunca percebi.

Diga não ao amor intransigente. Diga sim ao amor tolerante! Aquele que é comprovado, vivido, experimentado e demonstrado! Real e fatal! Aliás, amor não é para ser dito... única e simplesmente sentido no mais profundo do nosso ser... As palavras são desse mundo, mas o sentimento daquele onde elas não conseguem alcançar.