quarta-feira, 29 de junho de 2011

É você


É... não me imaginava te querer com tanta intensidade em tão pouco tempo. Sua agradável insistência quebrantou meu gélido coração e me fez querer, e me fez sonhar, e me fez gostar.

Me desculpe por só agora me permitir e te fazer esperar  todo esse tempo. Tudo isso foi necessário, nos fez bem, amadurecemos, crescemos e cresceu também a vontade do querer.

Obrigada por nunca desistir. Hoje percebo que é você quem eu quero, hoje vejo que tinha razão. Hoje sinto: é você!


sábado, 18 de junho de 2011

Coleciono amores


Coleciono amores
Amores “perros”, amores “missing”, amores “le chevalier”

Coleciono amores
Alguns trágicos, alguns dramáticos, alguns simpáticos
Mas todos sem final
E por isso me pergunto se realmente existiram
Ou se algum dia sequer começaram

Coleciono amores
Amores mentirosos, amores idealizados, amores irreais

Coleciono amores
que me fizeram mal
que me deixaram marcas
que me levaram a inocência
que me fizeram crescer
que me arrancaram lágrimas
Ou me fizeram sofrer

Coleciono amores
Amores do passado, amores internacionais, amores sem futuro, amores á distância

Coleciono amores
Felizes, infelizes, alegres, tristes, de sucesso, falidos
Reais, iludidos, idealizados, econômicos, avassaladores
E a cada dia preencho meu álbum
Com tudo aquilo que não preenche meu coração.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Amor negligente


Apenas dizer que ama não é o suficiente. É preciso amar com a alma e o coração, com toda a força e a fraqueza, amar com todo amor e com todo ódio, com a surpresa e o previsível. É preciso dizer, gritar, sussurrar, mas ao mesmo tempo silenciar.

É preciso se desculpar, mas também saber perdoar. Errar e compreender que também se erra. É preciso ser acolhido e acolher, ouvir e ser ouvido, doar sem cobranças, se entregar sem medo, arriscar, insistir, ir além... além das barreiras, além das diferenças, além dos defeitos, dos equívocos, dos pressupostos.

É preciso valer a pena, abrir mão, deixar acontecer, fazer acontecer. Amor negligente não é amor. Amor só de palavras não é amor. Amor de ilusões não é amor. Amor de verdade acolhe, recolhe, procura, preocupa, cuida, protege, leva para casa...

Não quero um amor negligente, não quero um amor de ocasião, não quero um amor qualquer. Se for amor, que seja sublime, divino, transcedental, mas ao mesmo tempo real, vivo, humano. Que me leve ao céu e que me traga à Terra, que me faça voar sem precisar retirar os pés do chão, que me traga a beleza do inimaginável com o que há de mais corriqueiro e trivial, que me faça a pessoa mais feliz do mundo com tudo o que já tenho, mas que nunca percebi.

Diga não ao amor intransigente. Diga sim ao amor tolerante! Aquele que é comprovado, vivido, experimentado e demonstrado! Real e fatal! Aliás, amor não é para ser dito... única e simplesmente sentido no mais profundo do nosso ser... As palavras são desse mundo, mas o sentimento daquele onde elas não conseguem alcançar.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Correr ou permanecer? Eis a questão

Não sei o que fazer, para onde correr, a quem recorrer nem o que pensar ou como agir. O que eu temia aconteceu. Agora o que seria futuro vira presente e o que era presente  fica para trás. Me pego pensativa várias vezes, perdida, sem rumo, sem norte. Será que fiz a coisa certa? Como vai ser daqui para frente? Me pergunto procurando pela resposta que não vem.
 
Era para ser? Melhor correr? Inútil. O pensamento me persegue me cobrando uma posição. Me sinto covarde, pequena e infantil diante da situação que antes imaginava um dia acontecer, mas que agora é real. Correr ou permanecer? Eis a questão.

domingo, 22 de maio de 2011

Aquela música


E aquela música ainda me faz lembrar você. Finalmente me encontro bem novamente, mas aquela música ainda me faz lembrar você, a lua cheia ainda me faz lembrar você... Suas promessas de uma vida a dois se perderam no tempo e no espaço físico, mas não aqui dentro de mim. A esperança de um telefonema repentino permanece viva, apesar de fingir o contrário. Estou bem, mas ainda me pergunto se você também está, o que anda fazendo, como se encontra. E ainda interrogo o destino um porquê para tudo aquilo, já que foi tudo tão repentino, tão intenso e ao mesmo tempo tão fugaz e tão voraz.

Me sinto bem, mas quando ouço aquela música, ainda me lembro de você...
 

sábado, 14 de maio de 2011

Partida do jogo da vida

Sinto-me sozinha. Meus amigos já não são mais os mesmos. Minha rotina mudou. Minha rota já não é mais aquela de trinta dias atrás. O itinerário parece ainda desconhecido.

Novos rostos, novos caminhos, novos horários e a mesma incerteza do amanhã. O mesmo medo do por vir. A mesma insegurança infantil caminha de mãos dadas com o presente.

A noite termina mais cedo, a casa parece a companhia mais constante, os dias são mais solitários, a rua já não possui tanto mistério e glamour. O telefone já não toca mais, os imprevistos saíram de campo e agora tomam o gramado a rotina, o previsível, o trivial, o literalmente (e literamente mesmo) feijão com arroz.

Agora não são mais os 90 minutos o momento enfadonho e cansativo pela sua monótona obviedade e sim a sua prorrogação. Aquela que antes causava ansiedade e doía o peito, suava as mãos, trazia novidades, enfeitava a semana, fazia revelações, virava o jogo e fazia o gol da vitória agora cai para a segunda divisão, sem cliques, sem primeira capa, desinteressante e sem notoriedade. Será que com apenas os 90 minutos consigo o glorioso desempate ou teremos ainda prorrogações, ainda que jogado apenas com um jogador?

sábado, 16 de abril de 2011

À espera


Não vai. Ficaaa!!! Mas já é tarde. Deixei o tempo passar... e você se foi. E só agora descubro que não está mais, que se encontra longe de mim e que não consigo voltar o tempo atrás. E saber que te perdi me dói. Saber que seus olhos cintilantes não iluminarão mais as minhas noites dos finais de semana me traz tristeza.

Percebo que meu castelo desabou, que não sou mais completa e que me falta um pedaço. Que raiva sinto de mim por ter te deixado partir sem que realizássemos nossos sonhos, sem que saciássemos nosso desejo de prolongarmos a noite. E só agora percebo como fui tonta, como deixei o tempo passar passiva e se te fiz esperar, agora esperarei eu. Te esperarei retornar, esperarei nos reencontrarmos, esperarei nosso destino se cruzar novamente.

Por que não me disse que não ficaria mais? Por que não me fizeste um sinal? Eu entenderia, não prolongaria, não adiaria... mas agora, precisarei esperar, esperar você voltar, esperar receber novas notícias, esperar tudo acalmar. E se te fiz esperar, agora, esperarei eu.

Nem uma despedida, nem um tchau, nem um adeus, nem até logo. Apenas se foi e disse que sentiria saudades. Estas já sinto eu. Não queria que fosse. Não vejo motivos para felicidade nem comemoração. Brindar o quê se você se vai, se me deixa aqui, se não me leva com você.  Alegria por quê se a partir de agora não haverá mais prazer em sair de casa se não encontrarei meus olhos de mar para iluminarem minhas noites dos finais de semana?