Respiro fundo, me benzo e vou.
Sinto medo, é tudo tão desconhecido.
Ele me pede para confiar, deixar fluir, soltar.
Minhas mãos suam, o coração acelera, as pernas tremem,
mas escolho seguir.
Seu olhar me faz acreditar que vale a pena tentar.
Dentro de mim uma confusão boa,
um caos desordenadamente controlado,
um desejo de ficar.
Sua presença me traz calmaria,
sua fala mansa e macia me traz segurança.
Ali, sei que posso confiar,
é lugar de cuidado, proteção.
Seu colo é lar, é onde desejo morar.
Seu sorriso torto e sua risada sincera
me fazem esquecer todas as dores e feridas.
Sua boca me grita.
Seus olhos me assistem com impávida admiração.
Suas mãos me tocam indecisas.
Ele e eu somos como a brisa da manhã,
mas também o sol ardente em dias quentes de verão, chuva, sol, arco-íris.
Somos cheiro de terra e vegetação verdinha em dias de chuva.
Somos o abraço demorado em cada encontro,
o peito que afaga,
a palavra que acolhe,
o silêncio da madrugada,
o despertar pela manhã,
mas também a bateria da escola de samba,
o toque pesado do pandeiro,
a quinta sinfonia de Beethoven,
o som que sai do berimbau, a melodia, a harmonia, a canção.
Ele e eu somos vida, cura e amor.



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